Leitura de CFO · Jan–Mai 2026
A operação virou.
Agora é provar que sustenta.
O primeiro trimestre foi de arranque, no vermelho. O segundo entregou a virada que a tese previa — margem de 5% para 41%, custo por cliente caindo, operação no positivo. Esta é a leitura honesta dos números, e o que falta pra firmar.
Margem 5,3% → 41,5%
Receita +331%/mês
Q2 operacional positivo
01 · A virada do trimestre
Q1 · arranque · 3 meses
5,33%
margem de contribuição · estrutura sem volume
Receita caixa (méd/mês)R$ 23.551
Resultado operacional– R$ 52.463
Pessoal / receita50,3%
Q2 · alavancagem · 2 meses
41,46%
margem de contribuição · volume diluiu o fixo
Receita caixa (méd/mês)R$ 101.562
Resultado operacional+ R$ 3.638
Pessoal / receita23,9%
A receita quase quadruplicou por mês com a verba de mídia quase estável. Não foi sorte de venda — foi volume diluindo custo fixo.
02 · Eficiência comparada
Cada real de receita custou menos
| Indicador (% sobre a receita) | Q1 | Q2 | Variação |
| Margem de contribuição | 5,33% | 41,46% | +36,1 p.p. |
| Custos operacionais | 94,67% | 58,54% | –36,1 p.p. |
| Custos comerciais | 52,03% | 17,75% | –34,3 p.p. |
| Pessoal | 50,30% | 23,93% | –26,4 p.p. |
| Resultado operacional | –74,3% | +1,79% | +76,1 p.p. |
03 · Custo de aquisição (CAC)
Conquistar um cliente ficou mais barato
| Como medir o CAC | Q1 | Q2 | Variação |
| Mídia ÷ vendas de tráfego | R$ 1.230 | R$ 468 | –62% |
| Mídia ÷ todas as vendas | R$ 738 | R$ 351 | –52% |
| Comercial cheio ÷ todas (mídia+comissão+visita) | R$ 1.470 | R$ 901 | –39% |
Verba real puxada da conta Meta da LIV. Cai nas três formas de medir — a eficiência é consistente.
04 · De onde vêm as vendas
O tráfego é o motor
72% das vendas vêm de tráfego pago, e ele escala. A indicação está parada — é a alavanca barata que ainda não ativamos.
Tráfego pago45 vendas · 72%
Externo (porta a porta)6 vendas · 9%
O próximo marco: o caixa se pagar
Break-even de caixa
R$ 141.625
faturamento mínimo no mês
Maio · melhor mês
R$ 130.107
a 8% do break-even
Recebíveis entrando
R$ 132.889
jun–jul · ~4 meses de custo fixo
A Sol Fácil paga metade na hora e metade após a instalação — só ~60% do que vendemos vira caixa no mês. Por isso o marco de caixa é quase o dobro do contábil.
06 · Três cenários · próximo trimestre
Pessimista
R$ 130k
faturamento/mês
Margem36%
Vendas/mês~10
+ R$ 6,8kresultado operacional · no caixa aperta
Realista
R$ 185k
faturamento/mês
Margem40%
Vendas/mês~17
+ R$ 37kresultado operacional · sem aporte
Otimista
R$ 250k
faturamento/mês
Margem42%
Vendas/mês~24
+ R$ 67kresultado operacional · constrói reserva
A diferença entre o pessimista e o realista não está em vender mais — está em não deixar a estrutura inchar.
07 · O retorno pra quem investiu
O capital começa a voltar
Margem líquida · meta
20%
o que sobra de verdade no fim · benchmark solar 10–15%
Payback do aporte
3 a 5 meses
pra recuperar o capital investido
Quando bater a meta
R$15k + R$15k
caixa + distribuição entre os 5 sócios
Os dois últimos meses já rodaram sem aporte novo. O próximo passo é o capital investido começar a voltar.
Não são planos — já estão rodando
Diversificar financeiras
BV + Santander entrando — reduzir a dependência de 75% na Sol Fácil. Pagam rápido, menos burocracia.
Sol Fácil 50/50 → 90/10
Mais caixa no mês da venda. Previsto pra julho/agosto.
Pedro (engenharia) vira fixo
Estabiliza o custo de projeto (~R$10k) e melhora a margem de contribuição.
Otimização fiscal (ISS)
Revisar a base do imposto pra não pagar 6% sobre o valor cheio com equipamento.
Blindar a margem e firmar o caixa.
Não acelerar verba às cegas.
1
Disciplina de custo — segurar a despesa perto de R$ 37k/mês enquanto a receita cresce. É o que separa o cenário realista do pessimista.
2
Diversificar a demanda — ativar indicação e PME a partir do pós-venda, reduzindo a dependência de 72% em tráfego pago. Sem gastar mais.
3
O retorno pros sócios já começou — dois meses sem aporte, e o plano é o capital voltar em 3 a 5 meses. A régua de faturamento já está definida com o financeiro.